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A oração Creio em Deus Pai explicada

A oração Creio em Deus Pai explicada

Recitando a oração Creio em Deus Pai – rezada nas celebrações litúrgicas, na missa ou até mesmo em casa –, o cristão faz uma profissão de fé. Essa oração, chamada também de Credo ou símbolo dos apóstolos, retoma grandes elementos do cristianismo: o Deus trinitário e noções da comunhão dos santos, da ressurreição da carne… Esses mistérios podem ser difíceis de compreender, será que compreendemos essa oração de verdade? Retomemos cada artigo e vejamos o significado desses diferentes termos!

Entendendo a oração Creio em Deus Pai

O símbolo dos apóstolos é composto de 12 artigos.

Creio em Deus, pai todo-poderoso, criador do Céu e da Terra.
Essa primeira frase nos lembra que Deus é o criador, como nós vemos no Antigo Testamento, mas também o Pai, como damos toda a importância no Novo Testamento. Isso resulta na oração que Jesus nos ensinou: o Pai Nosso.

E em Jesus Cristo, seu único filho, Nosso Senhor.
Cremos que Jesus (Deus salva) é o Cristo. O “ungido” de Deus, o Messias do qual falavam as escrituras e o reconhecemos como Nosso Senhor, nosso Deus. Jesus não é simplesmente o Filho de Deus, ou seja, próximo a Deus, mas Ele é o Filho único de Deus: “Verdadeiro Deus nascido do verdadeiro Deus”.
No símbolo niceno-constantinopolitano foi incluída a ideia de consubstancialidade, com “nascido do Pai antes de todos os séculos”.

Que foi concebido do Espírito Santo,
A natureza divina de Jesus é confirmada. Ele não foi “criado” como os homens ou os elementos da Terra, mas “gerado” pelo Pai. Ele é, portanto, “da mesma natureza” que Ele.

Nasceu da Virgem Maria,
Logo depois de afirmar sua natureza divina, afirmamos que Ele também é Filho do Homem, que Ele tomou inteiramente nossa condição humana. Ele é o Deus feito homem.

Padeceu sob Pôncio Pilatos,
Essa frase coloca Jesus mais do que nunca em nossa humanidade:

  • Pela menção de Pôncio Pilatos, que permite datar a vida de Jesus e inscrevê-la em nossa história. Não é uma legenda, mas um feito.
  • Pelo reconhecimento de seus sofrimentos. Ele endossou toda nossa condição humana, até o sofrimento do corpo e do coração, para estar conosco até o fim.

Foi crucificado, morto e sepultado,
O mistério da sua paixão é um evento essencial da fé. É pela Cruz e pela morte que Jesus salvou os homens. É sua doação de vida até o fim que é a prova do seu amor infinito por nós.

Desceu à mansão dos mortos
Ele desceu à mansão dos mortos. Ele veio salvar os homens de todas as gerações, aqueles que o precederam como aqueles que o seguiram.

Ressuscitou ao terceiro dia
Essa frase faz referência aos textos santos, lembrando o terceiro dia após a morte de Jesus e afirmando o grande mistério que é o coração do cristianismo: a ressurreição. Jesus venceu a morte e por sua doação de amor salvou da morte todos aqueles que creem nEle.

Subiu aos Céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir julgar os vivos e os mortos.
Esses artigos referem-se à ascensão e ao retorno do Filho ao Pai, assim como ao julgamento final. É a Deus que Jesus nos conduz. “Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida.” (Jo 14, 6). Ele prepara o terreno no Reino de Deus àqueles que creem nEle.

Creio no Espírito Santo,
Afirmamos que acreditamos na terceira pessoa da Santíssima Trindade: o Espírito Santo e sua presença na terra, por meio dos profetas (no símbolo niceno-constantinopolitano), os santos e cada cristão que O recebeu no dia do seu batismo.

Na Santa Igreja Católica,
Professamos nossa fé na Igreja, corpo de Cristo e universal (significado da palavra “católica” aqui, na versão versão protestante do Credo, o termo “universal” é utilizado).

Na comunhão dos santos,
Os cristãos não vivem a fé sozinhos. A plenitude da relação com Deus está na relação com o outro (o Deus trinitário é um Deus de relações) e na comunhão com os homens. Além disso, a Igreja de Cristo não é composta apenas de pessoas que estão na terra, mas também de todo povo de Deus, inclusive daqueles que nos precederam.

Na remissão dos pecados,
Acreditamos que Jesus Cristo morreu pela nossa salvação, pelo perdão de nossos pecados. Por Ele, sinal da misericórdia infinita de Deus, somos lavados de nossos pecados.

Na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.
Graças a Jesus, somos o povo dos vivos. A morte passou a ser apenas uma passagem e somos chamados à vida eterna, na qual cada um de nós ressuscitará em sua “carne” (a palavra carne não tinha o mesmo sentido na época, trata-se da essência de cada ser).

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